segunda-feira, 12 de julho de 2010

Maratona do Sol Poente (Fortaleza-CE)


Dia : 16 de outubro, sábado, na praia do Cumbuco, em Caucaia, a 30 km de Fortaleza.
Horário : A largada será às 15h30.
Além da maratona, haverá ainda uma meia e uma prova de 7 km.
O percurso é plano, começando na orla marítima, pegando estrada asfaltada e fazendo uma volta para novamente tomar a avenida ao lado da praia.
As inscrições deverão ser abertas na próxima semana, pelo site www.ativo.com

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Longão à vista!

Por Inês Trevisan
http://runnersworld.abril.com.br/materias/longao/index.shtml

Não importa a distância. Pode ser para curtos e honestos 5 km ou para uma maratona inteira. Em ambos os casos, você precisa de condicionamento físico e preparo mental para terminar bem uma prova. Uma das melhores formas de conseguir isso é incluir treinos longos, os famosos longões, em sua rotina de treinos.

Mas você sabe mesmo o que é um longão? "Longão é o treino mais longo de uma planilha de corrida", diz o especialista em fisiologia do exercício pela UNIFESP (Universidade Federal Paulista), Fabiano Pinheiro Peres. Simples, não é? Muitas vezes, nem tão simples assim é se manter firme com treinos mais longos do que os de costume. Mas vale a pena insistir para sentir os resultados melhorarem visivelmente.

Foi o que aconteceu com o advogado Fernando Eid Philipp, de São Paulo. Praticante de corrida há 12 anos, ele incluiu o longão nos treinamentos há 7 anos e conseguiu baixar tempos em maratonas. "Apesar de muitas vezes ser monótono fazer longões, devo boa parte da melhora nos resultados a esse tipo de treino. Em 2006, em Nova York, terminei a maratona com 3h55. Dois anos depois, em São Paulo, fiz 3h53. E este ano, em Paris, consegui 3h35", diz ele.

Mais de um jeito

Para definir o longão em sua rotina de treinos, o ideal é procurar um treinador, pois tudo depende do seu preparo físico atual e dos objetivos que quer alcançar. Mas existem algumas variações básicas. "Se o corredor já é treinado e já fez provas longas, o longão vai fazer jus ao nome e será realmente longo. Mas se for uma pessoa que está começando, pode ter praticamente o mesmo tempo de duração dos outros treinos. A diferença está na forma como o longão é feito: ele é contínuo, sem tiros, intervalos e outras interrupções", explica Ricardo Hirsch, treinador e diretor técnico da assessoria Personal Life.

A maneira como o longão é calculado também varia. Segundo Ricardo, pode ser por distância ou por tempo. Tudo depende da preferência do corredor. Se você, por exemplo, é do tipo que conta quilômetros enquanto corre e acha que isso atrapalha o desempenho, é possível fazer o treino por tempo. "Não existe uma única fórmula. Tudo depende da condição de cada um", diz Ricardo.

Vantagens e cuidados

O importante é ter em mente que o longão trará benefícios importantes, mesmo que você não esteja disposto a encarar uma maratona. "Entre outras coisas, o corredor vai ganhar confiança, resistência física e tolerância mental. E, quanto maior a distância, maior a perda de peso", afirma Marcio Puga, técnico de corrida do Rio de Janeiro.

A função principal do longão é trabalhar a resistência, não a velocidade (para isso servem os treinos intervalados ou de tiro). Portanto, acelerar feito um louco nesse treino mais longo da semana é o típico erro dos corredores mais ansiosos. O ritmo correto deveria permitir até uma conversa com o corredor do lado sem ficar ofegante.

Se acelerar demais e pegar pesado, o corredor ficará cansado e não vai dar conta de completar o treino. "Mas existe também o outro lado: se for muito mais leve do que a intensidade que se está habituado, podem surgir dores, por causa da diferença de ritmo", diz Ricardo.

Conclusão: encontre a dose certa e lembre-se da frequência cardíaca. De acordo com o ortopedista Alexandre Sadao, do Instituto Vita, é importante ficar perto de 75% da FCM (frequência cardíaca máxima). “Acima disso, o risco de lesão aumenta, pois se estará exigindo muito do corpo”, diz Sadao.

Apenas corredores em níveis mais avançados podem trabalhar a velocidade e acelerar um pouco mais no longão. Quem treina para a primeira maratona deve ficar mais preocupado em manter a frequência controlada nessa faixa de 75% da FCM. Os que estão buscando melhorar o tempo da maratona podem colocar mais qualidade no longão e elevar um pouco mais a frequência em alguns desses treinos. Os chamados "longões progressivos" são usados por corredores experientes para trabalhar velocidade e resistência ao mesmo tempo. Em um treino de 30 km, por exemplo, o atleta pode aumentar a cada 5 quilômetros a velocidade até chegar nos 5 finais com o ritmo pretendido para a maratona.

Também é importante prestar a atenção para não se empolgar e cometer erros comuns, como não usar roupas adequadas (conforme a temperatura do dia), esquecer da hidratação durante o treino e deixar o protetor solar em casa. Afinal, você vai passar mais tempo exposto ao ar livre do que está acostumado.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

T Esportes


Volta ao ar o novo site esportivo da T ESPORTES (www.tesportes.com.br ) dedicado a cobertura dos mais diversos eventos esportivos do RN, entre eles, a corrida de rua.

Corrida e Caminhada Farmácia Bompreço Natal

Corrida e Caminhada Farmácia Bompreço Natal

Dia 15 de agosto às 7h30 na Praça Cívica.
10 km e 4 km.
As inscrições já estão abertas no site da Corpore http://www.corpore.org.br/eve_inscricoesonline_selecionarevento.asp!! Associados Corpore e Bom Clube: R$25; não sócios: R$30. Vagas limitadas!!
A prova contará com uma corrida infantil exclusiva para atletas-mirins convidados de inscritos nos 10km ou 4km. A inscrição da prova infantil é gratuita e pode ser feita nos postos. Confira as distâncias que serão percorridas conforme a idade:
4 - 6 anos: 50 metros
7 - 9 anos: 100 metros
10 - 12 anos: 200 metros

quarta-feira, 7 de julho de 2010

9.ª Meia Maratona de João Pessoa

Dia : 08 de agosto.
Inscrições : Secretaria de Esporte, localizada na Avenida Camilo de Holanda, n° 890, Centro, das 8h às 18h até o dia dia 6 de agosto.
Valor : R$ 20,00.
Informações : (083)3218- 9872.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Jogador de futebol não corre nada

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0607201006.htm
Por RODOLFO LUCENA (rodolfo.lucena@grupofolha.com.br)

A COPA DO MUNDO vem dando um banho de tecnologia, entrando em nossas casas com cenas fantásticas, cobertura de lances em detalhes até aqui inimagináveis. Para o fã de futebol, porém, riqueza ainda maior é a prodigalidade de estatísticas que a Fifa oferece.

Uma enxurrada de números que vão, de maneira quase instantânea, contando a história da partida e dando munição para horas de debates em mesa de bar e muitos centímetros de colunas, como esta que você lê.

Uma das curiosidades da pororoca numerológica que a Fifa propicia é a distância percorrida pelos times no gramado, com informações individualizadas e cálculo de média da equipe. Traz também a velocidade máxima média da equipe e a máxima atingida pelos atletas em campo.

Os cálculos são feitos em tempo real, por computador, baseados nas imagens do jogo, e assombram pelo grau de precisão. Na última partida da fase de grupos, por exemplo, o Brasil correu um total de 102.222 metros. Portugal gastou mais a sola, percorrendo 108.585 metros.

O que pode não significar coisa nenhuma pois, como se sabe, futebol é bola na rede. Revela, porém, que, apesar de todos aqueles músculos exibidos na TV, jogador de futebol não corre nada.

Naquele jogo modorrento, os brasileiros correram em média 7.302 m ao longo dos 90 minutos, que é tempo mais do que suficiente para corredores lentos terminarem a São Silvestre, de 15 km.

Em contrapartida, os boleiros dão piques em alta velocidade. Michel Bastos chegou a dar piques em que atingiu o equivalente a 29 km/h. Se conseguisse manter esse ritmo ao longo de duas horas, deixaria longe o etíope Haile Gebrselassie, que correu a uma velocidade média de 20,4 km/h quando bateu o recorde mundial da maratona, em Berlim, em 2008.

O problema, claro, é sustentar o ritmo, qualquer que seja. Os jogadores treinam para a explosão, para a mudança de passada, para o pique vertical e para rápidos movimentos laterais.

Nós outros treinamos para atingir o nirvana, atingir um ritmo legal e ficar nele, embalando o corpo e deixando voar os pensamentos. Talvez isso ajude a explicar por que há tanto estresse entre os que correm em campo, enquanto os amadores usamos a corrida exatamente para enfrentar as tensões das vida.

RODOLFO LUCENA, 53, é editor do caderno Tec e do blog +Corrida (maiscorrida.folha.com.br), ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record) e de "+Corrida" (Publifolha)

domingo, 4 de julho de 2010

Mulheres ganham nova fórmula para frequência cardíaca

IARA BIDERMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0207201001.htm

Tabela utilizada há 40 anos para orientar programas de treinamento físico não vale para a fisiologia feminina

Estudo americano diz que, nas mulheres, os batimentos máximos por minuto são menores do que nos homens

A fórmula clássica para calcular a frequência cardíaca (batimentos por minuto) máxima e nortear exercícios não serve para mulheres.
É o que concluiu um grupo da Universidade Northwestern, em Chicago, que há 18 anos estuda o coração do público feminino.
Há 40 anos, a frequência cardíaca máxima (FCM) é definida por uma conta simples: 220 menos a idade da pessoa. O resultado condiz com o que foi observado em pesquisas populacionais.
O problema é que a participação de mulheres nessas antigas pesquisas era mínima. Por isso, os dados não são precisos, diz a coordenadora do novo estudo, a cardiologista Martha Gulat.
Em entrevista à Folha, Gulat diz que a fórmula deve se tornar padrão. "Não somos "homens em tamanho menor", e até hoje não havia dados sobre mulheres em relação à frequência cardíaca. Fizemos um grande estudo e as evidências são muito fortes."
Publicado no "Circulation", da Sociedade Americana do Coração, o estudo incluiu 5.500mulheres. E concluiu que a FMC da mulher é entre oito e dez batimentos/ minuto menor do que a do homem da mesma idade.
"Sabendo sua FCM de forma precisa, a mulher pode atingir os objetivos pretendidos com o treino", diz Gulat.
A cardiologista também diz que o novo padrão permite diagnósticos mais realistas no teste de esforço (eletrocardiograma na esteira).
Segundo Turíbio Leite, professor de medicina do esporte da Unifesp, esse é o primeiro estudo avaliando diferenças de gênero na FCM. "Tem fundamento, mas não sei como será a aplicação."
A maior dificuldade, segundo Gulat, é fazer o cálculo: 206 menos 88% da idade. "Uma calculadora resolve. Estamos preparando um aplicativo para iPhone e internet", conta ela.

POUCOS ESTUDOS
"A mulher não se iguala ao homem no desempenho físico. Há poucos estudos específicos para elas", concorda o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb.
Para Ghorayeb, montar treinos baseados em índices femininos é interessante, mas é preciso mais pesquisa para validar a nova fórmula.
Cláudio Silva, presidente da Associação Brasileira de Academias, diz que o ideal seria incorporar já esses dados. "Os fabricantes poderiam imprimir as novas tabelas nos aparelhos", diz.
Hoje, muitas esteiras têm no painel um quadro com as frequências cardíacas segundo a fórmula que não diferencia homens e mulheres.
Embora haja um desvio padrão, a frequência máxima obtida por fórmula é fixa para cada ano de vida. O condicionamento permite que a pessoa aumente a intensidade da atividade sem ultrapassar a "zona-alvo" do treino. São frequências entre 65% e 85% da máxima, que atendem a diferentes objetivos.