domingo, 7 de fevereiro de 2010

+ Corrida



+ Corrida
Pensamentos no Asfalto, Relatos de Provas e Dicas de Treinamento
Autor: Rodolfo Lucena
Preço : 34,00

Nesta obra, o editor de Informática da *Folha* e ex-sedentário Rodolfo Lucena compartilha aventuras, experiências e descobertas que foram vividas e adquiridas através da prática da corrida. O título reúne textos publicados tanto no jornal impresso, quanto em seu blog ao longo dos últimos três anos: são relatos pessoais de superação e conquistas, textos informativos, reflexões, entrevistas com corredores profissionais e amadores, curiosidades, dicas de saúde e sobre treinamento. A publicação é ao mesmo tempo um convite e um incentivo para todos aqueles que já correm ou que desejam começar a correr.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Por que é difícil adaptar-se a um estilo de vida saudável



http://www2.uol.com.br/vyaestelar/estilo_de_vida_saudavel.htm
por Renato Miranda

Parece incrível, mas com a mesma intensidade com que as pessoas desejam uma vida mais saudável, as mesmas desistem rapidamente de tudo aquilo que prometeram a si. Dificuldade na rotina, desânimo, falta de orientação profissional e outros tantos motivos são alegações frequentes e o desejo de uma vida saudável é deixado de lado.

De fato é natural que isso aconteça, pois quando almejamos desenvolver nossa saúde é preciso uma modificação de nosso estilo de vida e essa tarefa realmente não é simples. Portanto, para que tenhamos condições de colocar em prática nossas intenções de melhorar nossa saúde é preciso programar e preparar nossa mente para adaptarmos a um novo estilo de vida.

A mente humana naturalmente busca fortalecer comportamentos que nos proporcione conforto e isso é fácil para nós. Ninguém tem dificuldades de relaxar em um sofá e tampouco recusar um petisco considerado gostoso, mesmo sem fome.

Quando iniciamos um programa de exercícios físicos e paralelamente um controle alimentar, na verdade estamos inaugurando um novo estilo de vida (aí está o significado da palavra de origem grega dieta) e, portanto, um processo de adaptação é gerado pelo organismo.

Essa adaptação é feita tanto em termos físicos como psíquicos. O organismo entra em um verdadeiro choque interno para tentar manter o equilíbrio interno (homeostase) e como consequência surgirão dores musculares, percepção de membros pesados, pequenas alterações do humor, sono, concentração e outros.

Por outro lado, percebemos que os benefícios e objetivos concretos, como perda de peso, por exemplo, não são atingidos na velocidade que pensávamos. Nesse processo de adaptação é preciso que mantenhamos firmes em nosso propósito porque é através dessa etapa (ou fase) que providenciaremos um organismo resistente.

Em resumo, para que possamos criar resistência física e psicológica com relação ao tempo de duração (volume), intensidade do exercício físico e novo comportamento alimentar é necessário ultrapassar uma fase de adaptação que exige persistência, motivação e concentração.

Nesse sentido, preparar a mente para atingir esse verdadeiro objetivo (mudar o estilo de vida), passa fundamentalmente em ser persistente motivado e concentrado. Muitas pessoas que estão começando esse desafio me perguntam, mas então como e o que fazer?

Resposta rápida e consciente: cumprir o programa físico e alimentar pacientemente, não pensar nos objetivos finais, mas no processo de treinamento do dia a dia, resistir às possíveis dificuldades iniciais e perceber prazer na nova rotina e como o exercício em combinação com a alimentação pode transformar a vida.

Quando a pessoa começa a emagrecer e se fortalecer concretamente é o sinal que um novo estilo de vida está surgindo aí então, tudo ficará psicologicamente mais fácil e natural. Começar e não interromper o programa físico e alimentar é sem dúvida o melhor comportamento, as consequências positivas físicas e psicológicas vêm com o tempo e é assim que colocamos nossos planos em prática.

Quem fica esperando a próxima segunda-feira chegar para dar início ao novo estilo de vida dá o primeiro passo para o fracasso, quem não deixa para o amanhã dá o primeiro passo para o sucesso. Dia após dia, pacientemente, alegremente uma nova rotina se estabelecerá e tudo ficará mais fácil.

Para terminar é bom lembrar que viver com saúde depende de nosso nível de exercício físico e boa alimentação e os mesmos não são compulsórios. São para a vida toda, ou seja: é um estilo de vida!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Caminhos da vida

Rodolfo Lucena
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0402201004.htm

Certa feita entrevistei um corredor que sabia exatamente o que pretendia fazer naquele dia, no seguinte e por aí afora. Conforme o planejado, iria correr por cerca de duas horas em volta de um cemitério perto de sua casa. Uma vez por mês, faria uma prova de até dez quilômetros, para testar a velocidade, e uma vez por ano, enfrentaria uma maratona, seu alvo máximo.

Trata-se de Ed Whitlock, um engenheiro de minas aposentado que se tornou a primeira pessoa de mais de 70 anos a completar uma maratona em menos de três horas -feito que realizou em 2003, aos 72 anos, no Canadá, onde mora.

Ele pode ser único em suas conquistas, mas sua fé no planejamento é compartilhada por muitos corredores, especialmente maratonistas, que organizam planilhas de treino de longo prazo e visualizam objetivos com meses -às vezes, anos- de antecedência. Um amigo meu já sabe as maratonas que fará neste ano e no próximo -eu mesmo, anos atrás, cheguei a planejar detalhadamente meu calendário de maratonas e ultras até 2012.

Nada deu certo. Lesões, compromissos profissionais, desejos outros e poderes os mais diversos se conjuminaram em diferentes oportunidades para fazer com que planos feitos e consolidados tivessem que ser refeitos, revistos, repensados, reorganizados ou terminantemente abandonados.

É a dureza e a beleza da vida, que não respeita projetos nem planilhas. Para cada um de nós, é duro aceitar tais mutações, conviver com o singelo fato de que a roda da fortuna não gira somente a nosso favor ou por nossas demandas e desejos.

Também isso, tal como o ritmo da corrida e a leveza da passada, é algo que o corredor -qualquer um de nós- precisa aprender, mesmo se irritando ou sofrendo no processo.

Por mim, decidi correr sem objetivos, metas, alvos. Procuro não mirar em uma maratona mais desejada ou idealizar uma ultra dos meus sonhos. Corro a cada dia pensando em ficar bem, tentando estar pronto para aproveitar as oportunidades que eventualmente apareçam -afinal, como diz o ditado gaúcho, se o cavalo passa encilhado, há que montá-lo.

Já não tenho na ponta na língua a resposta para a pergunta "qual é a próxima?". E não é fácil aceitar isso. Afinal, uma das características do corredor é ser movido a desafios, treinar dia a dia confiando que o esforço será recompensado com um desempenho feliz em uma prova sonhada, em que vai arrebentar a boca do balão. Em contrapartida, sofre ao ponto de entregar-se à depressão se algo o tira dos treinos, dificulta sua corrida, embaralha sua planilha tão milimetricamente estruturada.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Planejar pode ser bom, mas há que admitir o imponderável de almeida, o que é uma contradição em termos, pois como pode alguém se preparar para o inesperado?

Talvez correndo. Colocando um passo na frente do outro, sabendo que cada passo traz em si uma incerteza, uma dúvida, um desafio. E um caminho.

RODOLFO LUCENA, 52, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record) e de "+Corrida" (Publifolha)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Maratona : 3.ª semana de treino

O treino começou com :
1)12 tiros de 400m com intervalo de 1 minuto em um ritmo de 1 minuto e quarenta segundos. No CAIC;
2)14 km (moderado). Em Petrópolis;
3)16 km (longo). Não pude realizar;
4)10 km (leve). Não pude realizar.

Só consegui realizar dois dos quatro treinos programados. Terminei a semana devendo 26 km.

Distância percorrida na semana : 22 km.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

6 opções no Brasil para os 42,2 km

Revista Contra-Relógio
http://www.revistacontrarelogio.com.br/materias/?6%20op%E7%F5es%20no%20Brasil%20para%20os%2042,2%20km.357

Não temos muitas maratonas, é verdade, mas as que temos são muito boas em termos de organização. Para os brasileiros tornam-se uma opção prática e econômica, mesmo porque existem poucas alternativas na vizinhança, ou seja, Buenos Aires, Santiago, Punta del Este e Quito.

Para os que estão em busca de um bom resultado ou para os que querem estrear na distância com menos dificuldade sem dúvida a prova de Porto Alegre é a mais indicada, pelo seu percurso quase todo plano e principalmente pela temperatura, que costuma variar entre 10 e 16 graus, portanto excelente para boas marcas.

O inconveniente para grande parte dos interessados de outras regiões do país é a distância da capital gaúcha, exigindo gastos com viagem. Mas atualmente sabe-se que a compra de passagem aérea com bastante antecedência garante preços bem em conta, daí que aqueles interessados em estar lá dia 24 de maio já podem ir planejando sua ida.

Antes, dia 19 de abril, teremos a Maratona de Florianópolis, também muito boa para resultados rápidos, pelo trajeto todo plano, ficando apenas a dúvida quando ao clima no dia, que pode ser muito favorável, como no ano passado com chuva, ou mais quente, prejudicando os corredores que completam acima de 4 horas. Daí, nosso apelo por largadas bem cedo, o que aconteceu na capital catarinense.

Depois de Floripa e Porto Alegre é a vez de São Paulo realizar sua maratona, dia 31 de maio. Única televisionada ao vivo para todo o Brasil, pela Globo, a prova paulistana tem um percurso até razoável, mas como a largada é às 9 horas (em função da TV), geralmente os corredores mais lentos sofrem na segunda metade dos 42 km. Dessa forma, resta torcer para que o clima no dia ajude, com bastante frio, o que não é difícil de ocorrer no fim de março.

Chegamos então à prova do Rio de Janeiro, dia 28 de junho, a mais internacional de nossas maratonas pela grande e diversificada participação de corredores amadores estrangeiros (354 no ano passado, sem contar outros 191 na meia que acontece junto). É sem dúvida a com percurso mais agradável e quase toda plana, tendo apresentado bom crescimento nos últimos anos. Poderia se tornar a maior de nossas maratonas (como nos anos 80) se antecipasse as largadas para bem cedo. Mantido os horários que vem praticando, dificilmente os que completam em mais de 4 horas deixarão de ser prejudicados pela elevação da temperatura depois das 11 horas.

Dia 27 de setembro acontece a terceira edição da Maratona das Águas, em Foz do Iguaçu, prova de enorme potencial turístico e conseqüentemente com tudo para crescer, por sua chegada ao lado das Cataratas do Iguaçu. O percurso não é grande coisa, já que é quase todo ondulado, mas como o que mais afeta a performance é o sol e o calor, as largadas ainda mais cedo ajudariam os corredores e a prova teria maior número de inscritos.

Por fim, a Maratona de Curitiba, dia 22 de novembro, também com percurso pouco favorável e que igualmente deveria dar atenção à questão do horário de saída. A excelente e ampla premiação é um forte atrativo, mas na prática interessa a uma minoria, daí ser fundamental fazer largadas logo cedo, para que a prova cresça em participantes.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Maratona - 2.ª semana de treino.

Treinei os quatro dias seguidos (Quinta, sexta, sábado e domingo). Não sabia como o corpo ia reagir, mas não senti o cansaço que esperava. Preparei o corpo para a próxima semana, pois vão acabar as férias e não vai dar tempo para correr no meio da semana, em virtude de outras atividades.

O treino começou com :
1) 12 tiros de 400m com intervalo de 1 minuto em um ritmo de 1 minuto e quarenta segundos. Consegui manter o ritmo de 1´40´´, ajudou ter feito os tiros junto com outro amigo, mas estava bem mais disposto do que na semana passada.;
2) 10 km (moderado). Em Petrópolis (Rua Rodrigues Alves e Campos Sales);
3) 16 km (longo). No Parque das Dunas. 17 voltas na pista de 900 metros. Freqüência : 85%. Apesar de correr em círculos, sempre tem alguém para olhar e conversar o que ajuda a passar o tempo. Além disso, dá para levar um isopor com água e deixar em uma das mesas para realizar uma boa hidratação durante o longo;
4)12 km (leve). Em Petrópolis.

Distância percorrida na semana : 46 km.