quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ao ar livre ou na esteira


http://veja.abril.com.br/071009/ar-livre-esteira-p-176.shtml
Anna Paula Buchalla abuchalla@abril.com.br
Foto : Tim Tadder/Corbis/Latinstock

Pode ser em parques, praças, ruas, academias de ginástica ou até
dentro de casa. Não existe uma estimativa confiável do total de
brasileiros que aderiram aos treinos de corrida, mas é possível ter uma
ideia de sua popularização por meio do número de grupos organizados
que praticam essa atividade física nas grandes cidades do país.

Em 1998, eram 1 000. Hoje, são 100 000. Os motivos que levam uma pessoa a suar a camisa dessa maneira são variados. Há os que querem perder peso (por questão de saúde cardíaca ou estética), os que desejam cultivar músculos e ainda aqueles que almejam chegar ao máximo de seu condicionamento físico pelo simples prazer de superar os próprios limites. De fato, correr com frequência reduz a gordura corporal, melhora o tônus muscular e aumenta a capacidade cardiovascular e pulmonar. Mas será que tanto faz correr na esteira ou na rua? Os ganhos são os mesmos? VEJA ouviu médicos e preparadores físicos sobre as vantagens de uma e de outra prática quanto a seis aspectos. "Não existe uma resposta única. A escolha depende do que o corredor procura", diz Marcos Paulo Reis, autor do livro Programa de Caminhada e Corrida (da Editora Abril, a mesma que publica esta revista), um treino de dezesseis semanas para entrar em forma.

1. Para trabalhar maior quantidade de músculos

Onde é melhor: ao ar livre
Por quê: há mais trabalho muscular. Embora todos os músculos das pernas sejam exercitados durante o movimento da corrida, alguns são solicitados com maior intensidade ao ar livre. Entre eles estão os das regiões anterior e posterior das coxas e os glúteos. O corredor de rua fica, ainda, mais inclinado para a frente, o que é bom para desenvolver os músculos das panturrilhas e os flexores dos quadris
Comentário: não saia por aí em desabalada carreira, sem a supervisão de um treinador. Uma das consequências mais desagradáveis de um treino mal orientado é a fadiga muscular - cujo sintoma mais evidente é aquela dor insuportável no dia seguinte ao treino

2. Para perder mais peso

Onde é melhor: ao ar livre
Por quê: as pequenas variações climáticas, a resistência do vento e as subidas, descidas e curvas do percurso proporcionam maior queima de gordura. "O gasto calórico de uma corrida ao ar livre é, em média, 15% maior que o de uma sessão na esteira", afirma Marcos Paulo Reis
Comentário: para os menos disciplinados, ruas e parques são bem mais divertidos. O treino é mais dinâmico, existe a possibilidade de correr em grupo e a mudança de paisagens, quando há árvores e mar, estimula a que se corra mais

3. Para um melhor rendimento global

Onde é melhor: esteira combinada com corrida ao ar livre
Por quê: a esteira é boa para treinos de velocidade constante e para proteger as articulações, enquanto a corrida ao ar livre solicita mais os músculos. O ideal é treinar uma vez por semana fora da academia e outras duas na esteira
Comentário: cuidado para não bancar o Ironman (ou Woman). Não enfrente condições climáticas adversas, como vento forte, baixa umidade relativa do ar, sol forte, chuva e frio, além de terrenos demasiadamente irregulares

4. Para minimizar o impacto nas articulações

Onde é melhor: na esteira
Por quê: as articulações de tornozelos e joelhos e a coluna sofrem maior esforço e desgaste nas corridas em ruas. Consequentemente, aumenta também o risco de lesões de sobrecarga, como fraturas e tendinites. As esteiras mais modernas contam com um sistema de amortecimento que absorve o peso do corpo - reduzindo, assim, em até 30% o impacto das passadas no solo e seus malefícios
Comentário: durante a corrida, o impacto sobre as articulações é de até quatro vezes o peso do corpo. Por isso, é essencial que o atleta use tênis adequados ao seu tipo de pisada. Corridas com maior impacto do que as feitas em esteira não são de todo más. Elas ajudam na absorção do cálcio pelos ossos, uma forma de prevenir a osteoporose

5. Para um condicionamento cardíaco melhor

Onde é melhor: na esteira
Por quê: o baixo impacto e os medidores de velocidade e batimentos cardíacos da esteira ajudam a dosar o trabalho cardiovascular. O corredor pode alternar velocidades e inclinações mais facilmente, sem sair da zona de treinamento predeterminada. "O mais seguro é se exercitar sem inclinação", adverte o cardiologista Ricardo Costa, do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro. "Na ladeira, o corpo busca outras fontes de energia, desencadeando reações físico-químicas que sobrecarregam o coração"
Comentário: como é mais fácil correr na esteira, é fundamental observar os limites de frequência cardíaca estabelecidos para a idade e não ultrapassar a velocidade em que eles se mantêm. Para não perder o controle dos batimentos cardíacos, é preciso correr - sempre - com um frequencímetro ou utilizar o medidor da esteira

6. Para evitar a poluição

Onde é melhor: na esteira
Por quê: em ambientes isolados adequadamente do exterior, caso de academias com sistema de ar condicionado de boa qualidade e manutenção periódica, o esportista se expõe a uma quantidade menor de gases tóxicos e partículas finas. Ao ar livre, os principais poluentes são o monóxido de carbono, mais abundante no inverno, e o ozônio, cuja presença na atmosfera aumenta na primavera e no verão. Em grande concentração, o ozônio pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias. Já inspirar muito monóxido de carbono, para além dos efeitos extremamente deletérios nos pulmões, resulta em menor rendimento na corrida
Comentário: "Nesta época do ano, para quem corre ao ar livre, é bom evitar as atividades físicas entre 12 e 17 horas, período de maior concentração de ozônio", recomenda Carlos Komatsu, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb)


Os tipos de terreno na corrida ao ar livre

Pista de atletismo - As camadas de borracha proporcionam um ótimo amortecimento e a regularidade do terreno o torna mais seguro. Mas atenção: pistas sem manutenção, gastas e ralas, podem prejudicar seriamente as articulações

Areia batida ou terra - O terreno irregular pode aumentar o risco de torções. Em compensação, exige mais esforço e, portanto, proporciona mais perda calórica. Deixa coxas, panturrilhas e glúteos mais firmes

Areia fofa - Os passos, aqui, são menos velozes e o movimento exige mais força muscular. Correr na areia fofa pode queimar uma vez e meia mais calorias do que percorrer a mesma distância em uma pista asfaltada. Pode forçar demais os quadris

Grama - Reduz o ritmo da corrida, mas, ao exigir mais força, queima mais calorias e melhora a resistência cardiorrespiratória. É um piso bom para se aquecer e se desaquecer antes de treinos no asfalto

Asfalto - Favorece a velocidade durante a corrida. No entanto, é a superfície que oferece mais risco de lesões. Não é aconselhável para quem está acima do peso, pois tende a exigir demais dos joelhos e da coluna

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

LIÇÕES DOS QUILÔMETROS

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0110200905.htm

Ele devora quilômetros como se fossem chocolate ao leite, suporta a dor e o cansaço como temperos picantes no molho de tomate do macarrão. É Valmir Nunes, o maior ultramaratonista brasileiro, bicampeão mundial de corridas de cem quilômetros e recordista das Américas em provas de 24 horas -durante um dia inteiro rodando em uma pista de 400 m em Taiwan, ele correu 273,8 km. Nunes acaba de lançar o livro "Segredos de um Ultramaratonista" (ed. Hemus), em que conta suas experiências nessas corridas ultralongas. E diz quase em segredo para o leitor: "A gente está sempre aprendendo".

O que é ser corredor - Rodolfo Lucena

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0110200905.htm

Dias desses, num encontro casual, acabei me tornando audiência de um debate sobre o universo dos corredores brasileiros.

"Quantos somos?", perguntava o analista de forma retórica. E respondia, contabilizando qualquer um que tivesse participado de qualquer corrida, em qualquer distância, nos últimos 12 meses. Chegava à conclusão de que há meros 600 mil corredores no Brasil. Era uma resposta a contabilidades mais entusiasmadas, que estimam em 6 milhões o número de praticantes no país.

Cá com meus quilômetros, não sei exatamente qual é a importância desses cálculos, a não ser para quem queira lançar um produto, prospectar mercado. Mas é fato que o tema suscita polêmica em publicações e fóruns de corredores.

No terreno internético, já li definições que excluem de nosso universo quem corra de bermudão e camiseta de time de futebol... No caso dos maratonistas, há quem considera como meros diletantes os que cumprem o percurso em mais de quatro horas ou caminham partes do trecho.

Pois o tema também me intriga. Para fazer meu cálculo, no entanto, preciso definir o que é ser corredor. Ou, bisbilhotando mais fundo, o que é correr.

"Deslocar-se, numa sequência de impulsos, repousando o corpo ora sobre uma, ora sobre outra perna, e num andamento em geral mais veloz que a marcha", responde o "Aurélio". A definição não me basta, pois esquece tudo o que envolve e precede o ato: a decisão, o combate à preguiça, a mudança que provoca em nossas vidas.
Correr, já disse aqui, não é só corrida. Uma das grandes atletas que conheço nunca percorreu os 42.195 metros.

Mas é recordista mundial de presença em maratonas: do alto de seus mais de 70 anos e duas cirurgias de coração, já esteve em mais de 330 provas, torcendo pelo marido, um entomologista aposentado que, hoje com 80 anos, espera chegar a 2012 com 500 maratonas no currículo.

Correr, para mim, já virou metáfora da vida. De nossos esforços, quedas e conquistas. De dores e sofrimentos silenciosos, das alegrias explosivas, do êxtase apaixonado. Donde se conclui que somos todos atletas, todos corredores. E somos bilhões.

RODOLFO LUCENA , 52, é editor de Informática da Folha, ultramaratonista e autor de "Maratonando, Desafios e Descobertas nos Cinco Continentes" (ed. Record)

domingo, 27 de setembro de 2009

Corra atrás dos benefícios

http://sentirbem.uol.com.br/index.php?modulo=artigos&id=567&tipo=3

Corra atrás dos benefícios

Atualmente, muitas pessoas estão redescobrindo os benefícios da prática de exercícios, como por exemplo: corrida e caminhada. Esse tipo de exercício é denominado "aeróbico", significando que o corpo utiliza o oxigênio para produzir a energia necessária para a realização da atividade.

Como acontece com outros exercícios físicos, no entanto, há alguns cuidados que devem ser respeitados antes de se iniciar a prática sistemática da corrida. A corrida é desaconselhada, por exemplo, para pessoas que tenham problemas de coluna, quadril, joelho e tornozelo. Pessoas muito gordas também não vão sentir prazer com esse tipo de exercício por causa do impacto. Já os cardíacos e recém-infartados que queiram praticar a corrida, devem estar sob permanente acompanhamento médico.

Se você pensa em se exercitar correndo, primeiro você deve considerar todos os aspectos de sua condição física, como idade, estado de saúde e nível de preparo físico. De maneira geral, é sempre aconselhável consultar um médico ou a opinião de um preparador físico antes de começar a se exercitar, principalmente se você já passou dos 35 anos, leva uma vida sedentária há anos e tem histórico de doenças cardíacas e de pressão alta na família. Ajuda muito também ter claro qual o objetivo que se quer alcançar com o exercício para que ele não atrapalhe a sua motivação. "O exercício tem que ser uma coisa prazerosa e não chata", diz Priscilla de Arruda Camargo, especialista em Avaliação e Orientação Física.

Uma vez liberado pelo médico e preparador físico, você pode começar a se preparar. Primeiro de tudo, escolha o melhor lugar e horário. Se for se exercitar ao ar livre, escolha locais planos, tranqüilos e sem obstáculos, para não ter que concorrer com quem está passando. Sem dúvida, os melhores são os clubes e parques (durante o dia), especialmente os que têm pista própria para corrida. Embora também tenham pistas de cooper, algumas avenidas são desaconselhadas por causa do grande movimento de carros e poluição.

Para quem se exercita em casa, utilizando uma esteira, os benefícios são praticamente equivalentes, com a diferença de que na esteira a pessoa não desfruta do ambiente, o que pode ser uma desmotivação, além do impacto, que é um pouco maior.

Quanto ao melhor horário, é mais comum as pessoas fazerem exercícios de manhã cedo ou logo após o trabalho. Pela manhã, a função do exercício é despertar e dar mais energia e disposição para o resto do dia. Já o começo da noite fica para quem prefere mudar de ares e aliviar as tensões acumuladas durante o trabalho. Seja como for, o ideal é marcar a sua corrida para um horário em que seja difícil de aparecer outras coisas que façam com que você cancele ou interrompa o exercício.

O segundo passo é se vestir adequadamente. No caso da corrida, o ideal é que as roupas sejam, acima de tudo, confortáveis e que deixem partes do corpo à mostra para facilitar a transpiração. Não é preciso muita produção. Uma calça e um top de supplex (material parecido com elanca) ou uma simples combinação de calça de malha ou shorts e camiseta são aprovadas pelos especialistas.

Além de não restringir os movimentos, é importante que a roupa seja um pouco mais leve que a temperatura exterior, porque o próprio exercício se encarrega de nos aquecer. No verão, use roupas leves e claras. No inverno, ao contrário, use cores mais escuras e, se estiver muito frio, prefira colocar várias blusas mais leves do que apenas uma ou duas pesadonas. Isso porque dessa forma, você se exercita carregando menos peso e também porque você pode "regular" melhor a temperatura tirando mais ou menos peças conforme você se sentir mais quente e suado. Nunca use roupas de plástico ou borracha para correr, porque elas interferem na evaporação da transpiração pela pele, podendo até causar desmaios. Na cabeça, um gorro (no frio) e um boné (no calor) também são aconselháveis como proteção.

Mas o item mais importante da vestimenta do corredor é mesmo o tênis. As boas lojas oferecem hoje em dia vários modelos específicos para corrida. Nesse caso, segundo Kraft, a escolha deve pender para o que oferecer mais amortecimento na parte do calcanhar, que é a parte do pé que recebe primeiro o impacto do exercício.

Ao preparar o seu próprio programa, lembre-se que sempre se começa com um aquecimento e se termina com um alongamento. Como sugestão de aquecimento, comece andando normalmente, depois levantando os joelhos alternadamente e girando os braços para frente e para trás em círculos por 5 a 10 minutos. No final, para relaxar, diminua progressivamente a velocidade até voltar a andar. Faça isso por mais 5 a 10 minutos depois da corrida alongando pernas, braços, costas e pescoço.Atividades de movimento contínuo, como é o caso da corrida, encurtam a musculatura e por isso é preciso alongar para compensar esse encurtamento.

Para quem está começando agora, o ideal é iniciar apenas caminhando nas duas primeiras semanas, de 20 a 30 minutos por dia, três vezes por semana. A partir da terceira semana, a pessoa pode começar a trotar por 15 minutos, aumentando o tempo de cinco em cinco minutos e a velocidade até começar propriamente a correr.

Lembre-se que uma pessoa que já praticou exercícios regularmente, mas está parada há anos, não tem privilégios sobre quem nunca praticou exercícios na vida. “O único benefício que a pessoa que já praticou exercícios tem é a capacidade de se adaptar mais facilmente, pois o corpo tem uma espécie de memória´", diz Amauri Altieri, fisioterapeuta do esporte e personal trainer.

Para quem já atingiu um bom preparo físico, correr cerca de meia hora todos dias é suficiente para se manter em forma. Depois de 40 minutos de corrida, nosso cérebro libera a substância endorfina, que causa uma sensação agradável e motiva a pessoa a correr cada vez mais podendo até a viciar.

Até se chegar a esse nível de preparo, a maneira mais prática de saber qual é o nosso limite é observar a freqüência cardíaca aplicando a fórmula 220 - idade = freqüência cardíaca máxima de trabalho. O equivalente a 65% a 75% desse valor é o seu limite (por minuto). Depois é só sentir o próprio pulso e verificar se o número de batimentos cardíacos em um minuto estão acima ou abaixo do limite calculado.

Para os mais modernos, há ainda um “aparelho” chamado frequencímetro, uma espécie de reloginho preso no peito por uma fita, que marca a freqüência cardíaca de trabalho. Alguns modelos mais sofisticados do aparelho (e também mais caros) podem até ser acoplados ao computador para que a pessoa possa fazer um acompanhamento progressivo dos dados e até gráficos.

Por último, não se esqueça da hidratação. É importante beber líquido não só depois, mas durante a corrida para não ficar desidratado. E, acima de tudo, é preciso saber ouvir o próprio corpo e os sinais que ele nos dá. Se você se sentir cansado, com dores musculares ou muito ofegante, pare. Se sentir que tem condições de continuar, aumente seu tempo de corrida e assim por diante.

Como caminhar/correr?

· Horário: de preferência no período da manhã até 10:00 h e à tarde após 17:00 h.
· Roupas: use roupas leves, folgadas e de algodão. Evite tecido sintético. O tênis deve estar bem ajustado, macio.
· Local: dê preferência a locais seguros, sem risco de assalto e atropelamentos. Locais pouco poluídos, em áreas verdes de sua comunidade.
· Freqüência: o ideal é ser praticada diariamente.
· Duração: 30 a 60 minutos, não incluindo o aquecimento e a fase do desaquecimento

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Meia Maratona de Natal - RN


http://www.meiamaratonadenatal.com.br/

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Corrida Bompreço - Natal-RN


Inscrições no site :
http://www.corpore.org.br/cws_exibeconteudogeral_2836.asp

Dia Mundial Sem Carro


O dia 22 de setembro marca o Dia Mundial Sem Carro. Implantado pela primeira vez na França, em 1997, o dia foi crescendo pela Europa e chegou ao Brasil.

Nesse ano, mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a ideia da campanha é discutir questões como um transporte público mais eficiente, menos poluição no ar, respeito ao pedestre, criação de mais ciclovias, enfim, uma melhor qualidade de vida para a cidade.

Para ver a programação e mais informações, acesse http://diamundialsemcarro.ning.com/ ou
http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/8891