sábado, 20 de junho de 2009

Correr é fazer amigos


A possibilidade de juntar os benefícios da atividade aeróbica
à ampliação do círculo de amizades ajuda a explicar o aumento
espetacular no número de grupos de corrida no país

Reportagem : Carolina Romanini
Foto : Lailson Santos

A corrida, dizem os médicos, é um dos melhores exercícios aeróbicos, capaz de prevenir doenças cardiovasculares e melhorar a disposição para as atividades do dia a dia. Para muita gente, correr também se tornou uma forma de fazer novas amizades e alargar o círculo social. Nos grupos de corrida, que em geral se reúnem nos fins de semana em parques, praias e ruas, a conversa sobre o novo tipo de tênis ou de camiseta evolui para outros assuntos. Surgem as afinidades entre os corredores, que muitas vezes passam a se encontrar para outras atividades além do esporte. Para os especialistas em corrida, a socialização é a principal explicação para o aumento espetacular na quantidade de associados a grupos de corrida. Há dez anos, nas principais cidades do país, eles não passavam de 1 000 – hoje, chegam a 100 000. Podem ser vistos nas manhãs dos fins de semana, com suas camisetas exibindo o logotipo da equipe, cruzando alegremente os recantos mais aprazíveis das cidades.

Esses grupos muitas vezes surgem de forma espontânea, entre vizinhos ou nas academias. Nesse caso, cada integrante paga em média 100 reais por mês para ter um treinador atento às suas necessidades de exercício. Outros são atraídos pelas assessorias esportivas, empresas especializadas que oferecem infraestrutura de apoio e treinamentos. Outra forma de encontrar uma turma é procurar clubes de corredores. Eles indicam grupos com o perfil que se deseja e promovem corridas – para participar delas, os preços variam entre 30 e 100 reais. O gaúcho Fernando Andorffy, de 46 anos, auditor da Receita Federal, começou a correr na Equipe do Bira, em Porto Alegre, há quase um ano. Movida pela agitação do grupo, que promove encontros semanais, sua mulher, Helena, também de 46 anos, resolveu se arriscar no esporte. "Nossa vida social mudou desde que meu marido começou a correr. Fizemos novos amigos e resolvi correr com eles também", afirma.

Muitas empresas descobriram que formar grupos de corrida é uma maneira de estimular a integração entre os funcionários e criar um ambiente de trabalho mais prazeroso e eficiente. No Rio de Janeiro, a Chalfin, Goldberg & Vainboim Advogados Associados contratou a assessoria de corrida N-Body com esse objetivo. Segundo a advogada Paula Roberta Rodrigues, 26 anos, que trabalha na empresa, "além de melhorar meu corpo e minha saúde, ao correr com o grupo do escritório tenho a oportunidade de me relacionar com colegas que vão desde o estagiário até o sócio da empresa". Os grupos de corrida deram origem às competições temáticas. Há hoje no país cerca de 600 provas por ano, muitas delas dirigidas a públicos específicos – mulheres, militantes de causas ecológicas, fiéis de igrejas evangélicas e até jovens que frequentam baladas. Nesse caso, as corridas são noturnas e animadas pelo som de DJs. "Acho o máximo participar dessas provas porque em cada uma delas se sente uma energia diferente", diz o paulista José Luis Gracia Lazo, de 27 anos, analista de comércio exterior. "Além disso, elas permitem conhecer gente que gosta das mesmas coisas que você", ele conclui.

O mais novo atrativo para quem quer correr e fazer amigos são as viagens para disputar provas em outros estados ou no exterior. Várias agências de turismo e empresas que organizam corridas oferecem esse tipo de viagem. A Assessoria Conexão Esportes, do treinador José Eduardo Coghi Pompeu, de São Paulo, já levou corredores ao Rio de Janeiro, a Florianópolis e a Punta del Este, no Uruguai. "Corremos para cuidar da saúde e do corpo, mas também adoramos sair dos treinos e partir para uma happy hour para jogar conversa fora", diz o treinador. A corrida de rua em grupos é hoje popular em todas as grandes cidades do mundo, mas, segundo os especialistas em esportes, em nenhum país ela se tornou tão popular quanto no Brasil. A explicação para isso estaria no clima, sem temperaturas rigorosas nem neve, o que permite a prática do esporte o ano todo. Para o paulista David Cytrynowicz, presidente da Corpore, associação de corredores especializada na organização de corridas de rua, "os brasileiros estão cada vez mais ansiosos para sair do ambiente fechado das academias, correr ao ar livre e conhecer gente nova".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dia de treino merece atenção profissional - Campeão do atletismo ensina como se preparar


http://msn.minhavida.com.br/materias/esporte/Dia+de+treino+merece+atencao+profissional.mv

Ele é campeão da maratona de São Paulo e integrante da seleção brasileira de campeonatos mundiais de meia maratona. Um profissional do atletismo que bate recorde quando o assunto é treino. São 12 sessões por semana, divididas em grupos de uma ou três horas de atividade. No domingo, soma 40 minutos. "Eu adoro treinar e penso nisso todos os dias. Não adianta dormir mal, não se alimentar, e ainda querer enfrentar um dia puxado de exercícios", afirma o atleta José Telles.

Para manter a saúde e ficar em forma, você não precisa de um ritmo tão pesado quanto o do maratonista. Mas conhecer as dicas dele, sem dúvida, ajuda a obter mais resultados com a prática de exercícios físicos. Confira!

Em um dia comum de treino, que horas você acorda?
Levanto cedo para enfrentar o dia com ainda mais disposição. No máximo 7 horas da manhã, já estou de pé.

Quantas horas você precisa dormir para se sentir bem?
Cada um precisa estar atento com suas necessidades. Como meu sono é bem regulado, durmo apenas 8 horas e fico disposto o resto do dia, mesmo com os treinamentos.

Quantas vezes por semana você treina?
Faço 12 sessões de treinos por semana. Divido isso de segunda a sábado, treinando um período da manhã e outro à tarde. No domingo, faço uma espécie de aquecimento, com um treino curto de 40 minutos.

O treino muda quando há uma competição chegando?
Quando chego próximo a uma competição, reduzo a quantidade diária de treinos. Isso acontece para que meu corpo descanse e fique mais preparado para o dia da competição.

O calçado e a roupa favorecem o treinamento?
Claro. O calçado errado, por exemplo, pode proporcionar uma lesão séria em algum músculo ou tendão. É sempre importante pensar na roupa e nos acessórios que precisamos utilizar para cada tipo de treino.

Qual a importância do treino diário para você?
O treino é o responsável por cada uma das minhas medalhas. Sem ele eu não chegaria em lugar algum. Mas não devemos esquecer que todo tipo de treinamento precisa respeitar os limites do seu corpo.

Como é sua primeira refeição do dia?
Meu café da manhã se resume basicamente em café com leite, pão, queijo branco e frutas. Faço tudo para manter uma alimentação balanceada. Que colabore com meu bom desempenho durante o treino.

Você toma algum suplemento especial?
Sim, os suplementos servem para colaborar com o meu organismo, já que meu esforço físico é bem grande. Hoje uso suplementos polivitaminicos e também o carboidratos em pó e gel, que colaboram com meu nível energético.

Como seu treino é dividido?
Todo treinamento começa com alongamentos, no meu caso não é diferente. Já o dia-a-dia é um pouco variado. Depende do ponto que estou precisando melhorar. Mas, basicamente, meus treinos são divididos em versões mais curtas de corrida e exercícios e versões longas de corrida.

Você toma algo além de água mineral enquanto treina?
Sim, sempre procuro caprichar na hidratação. Faço isso com muita água mineral e com suplementos que ajudam nessa função, como carboidratos líquidos e em gel.

Existe alguma concentração especial durante o treino?
Nada de muito especial. No meu caso eu procuro concentrar todas as energias na competição que estou focando. Penso sempre no que estou almejando.

Como você faz para não passar dos limites?
Meu treinador me ajuda nessa missão. Mas, no fundo, acredito que todos nós sabemos onde estão nossos limites. Também sabemos que passar deles pode proporcionar grandes problemas.

Dores são comuns depois de um dia de treino intenso?
Sim, depois de treinos um pouco mais fortes as dores são bastante comuns.

E seu almoço, como acontece? É especial? Tem acompanhamento de alguma nutricionista?
Meu almoço é composto de uma base de carboidrato, muitas proteínas e sais minerais. Eu mesmo controlo a quantidade.

Em dias quentes demais, acontece alguma modificação no seu treino?
Não muitas. Procuro me proteger dos raios de sol, capricho na proteção solar e me hidrato mais.

Se por algum motivo, você não treina no horário habitual, você repõe o treino perdido? Como isso funciona?
Eu nunca precisei faltar em um treino. Me dedico inteiramente a minha rotina profissional. Mas, se caso acontecer, precisarei repor sim.

Qual a importância de um bom treinador para você?
O treinador é fundamental em todos os meus treinos. Ele mostra os pontos onde preciso melhorar, me estimula e me ajuda a seguir em frente.

A rotina de treinos atrapalha sua vida pessoal?
Não. Me dedico ao esporte e tenho horários para isso. Por isso posso afirmar que uma rotina de treinos não atrapalha a vida pessoal. É como um trabalho comum. Dá para conciliar facilmente se você tem força de vontade.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Corrida Soldado do Fogo (Bombeiros)


As inscrições serão do dia 08 a 26 de Junho de 2009, das 8:30 às 12:00 e 14:00 às 17:00h, no Corpo de Bombeiros Militar do RN -Av. Alexandrino de Alencar, 908, L. Seca, NatallRN.

INSCRIÇÃO: 2 kg de alimentos não perecíveis - Limite de participantes: 500

PERCURSO: 6,5 km(CBMRN -Av. Alexandrino de Alencar, Av. Prud. de Morais, Av. Capo MorGouveia, Av. Jaguarari, chegada CBMRN).

Data da Prova - Sábado dia 04 de Julho de 2009 às 16:00h CBMRN.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Fotos - Corrida do GAC


Fiz a inscrição, mas infelizmente não pude comparecer. Foi uma corrida com muita chuva, deve ter sido mais agradável do que encarar o sol forte.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O começo



Walter Molina – Treinador da Natal Runner http://blogdanatalrunner.blogspot.com/

Assim como qualquer coisa na vida, o importante é começar, porém o mais importante é "saber como começar". Isso é válido para todos os que nunca correram e até mesmo para aqueles que já correm.

Muitos são os motivos que nos levam a correr. Desde os mais despretensiosos, como "o pessoal do trabalho corre e gostaria de ir junto", até os mais ouvidos como "preciso emagrecer”. Junto com os motivos vem os mitos e os receios, "não consigo correr”, “não agüento" ou "tenho problema no joelho".
A corrida deve ser encarada como um projeto de vida, e como tal é preciso ter calma e persistência. O processo de transição caminhada/corrida é o passo mais importante. Tenha paciência, no início você não sentirá prazer e nem perderá muito peso rapidamente, dores aparecerão e você também não conseguirá correr 5 km na primeira vez e por mais que consiga não o faça!

Não se esqueça que "nem sempre o que você sente é o que o organismo assimila!" Os músculos, as articulações, o sistema cardiopulmonar precisam ser devidamente preparados para o esforço. A evolução é gradual, não se compare com quem já corre há muito tempo, apenas treine e sinta a evolução, respeite suas limitações e siga as orientações do seu treinador, exponhas suas dificuldades e quando menos esperar estará sentindo todos os benefícios que a corrida proporciona.

"Lembre-se, exames clínicos preliminares são imprescindíveis!"

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Para melhorar a performance na corrida



Para melhorar a performance na corrida
Renato Dutra
http://veja.abril.com.br/blog/saude-chegada/

Recebo muitos emails com dúvidas sobre como evoluir nos treinos de corrida. O ciclo de evolução é conhecido por profissionais, mas quase sempre surpreende os leigos. Muitos corredores evoluem bastante no início do treinamento, principalmente no primeiro ano de corridas e provas. É uma fase espetacular, pois a melhora acontece de forma rápida e relativamente fácil. Infelizmente, esse período acaba e vem a estagnação.

Chega um ponto em que o praticante começa a evoluir bem pouco ou nada. Muitos não entendem esse processo, mas trata-se de uma lei do treinamento desportivo, descrita como princípio da treinabilidade: "Quanto menos treinado for o indivíduo, mais treinável ele é, e vice-versa". Para ilustrar este princípio, o gráfico abaixo mostra a evolução de um corredor que eu acompanho há mais de dois anos. Notem como a evolução obtida nos primeiros meses de treino é incrível e depois torna-se mais lenta até quase desaparecer. Esse comportamento tem se repetido invariavelmente com outros atletas.

Para manter a evolução

Mesmo que esse processo obedeça um lógica, nós corredores queremos continuar melhorando sempre. Claro, que não na mesma velocidade do início, mas é possível, sim, continuar evoluindo. Para obter melhores resultados é essencial refinar o treinamento. Este refinamento requer a supervisão de um treinador, nutricionista e outros profissionais que irão calibrar a alimentação, a intensidade, duração e frequência dos treinos de corrida e também as sessões de fortalecimento muscular, de modo a gerar o estímulo ideal para levar o praticante mais próximo de seu potencial genético.

Ter supervisão e estrutura profissional é quase sempre um investimento pouco viável economicamente para a grande maioria dos brasileiros. Uma alternativa seria participar de um grupo de corrida, procurando obter dos profissionais as orientações individuais necessárias para otimizar o treinamento. E uma terceira opção (muito utilizada no Brasil) é explorar o conhecimento técnico disponível nas revistas especializadas e internet. É claro que, quanto menos individualizada a orientação, menos garantias de resultados.

A genética também importa

Outro aspecto a ser discutido é o potencial genético para a corrida de longa distância. Enquanto alguns indivíduos conseguem correr 10 quilômetros em menos de 50 minutos, treinando só duas vezes por semana, outros menos afortunados precisarão treinar quase todos os dias para obter esta marca. Da mesma forma que há indivíduos que engordam mais facilmente e outros que são magros, apesar de cometerem grandes excessos alimentares.

Todos podem correr, mas cada um, por mais dedicado e melhor que seja seu treinamento e estilo de vida, esbarrará em seus limites genéticos.

sábado, 23 de maio de 2009

Devagar com o entusiasmo

http://veja.abril.com.br/270509/p_168.shtml
Devagar com o entusiasmo

Após três meses de sedentarismo, você renova sua promessa de
se exercitar voltando à aula avançada de spinning. Ou, de repente
, transforma a caminhada diária no parque em uma trôpega corrida
de 5 quilômetros. Depois, mal consegue subir os degraus de uma escada, tamanha a dor

O MOTIVO
O esforço excessivo durante a atividade física provoca microlesões nos músculos. Essas rupturas levam a uma resposta inflamatória, que é a causa da dor

O QUE FAZER NO DIA SEGUINTE?
Beba bastante líquido — Durante o exercício, houve um aumento da temperatura corporal. O organismo perdeu água e é importante repô-la. A desidratação pode agravar a fadiga muscular e causar cãibras

Faça uma caminhada leve — Atividades de baixa intensidade, como andar por quinze ou vinte minutos, aumentam o fluxo sanguíneo, levando oxigênio e nutrientes à musculatura. Isso alivia o desconforto

Alongue-se, mas sem grandes esforços — Durante a atividade física, houve um aumento da contração muscular. Sessões de alongamento, massagem e drenagem linfática ajudam a relaxar a musculatura

Não recorra a anti-inflamatórios sem orientação médica — Isso mascara a dor, encobrindo a resposta do corpo. Fica difícil saber qual é a extensão da lesão muscular provocada pelo esforço

Três coisas para não fazer jamais

1 Medir a pulsação no pescoço: na ausência do frequencímetro, evite sentir a pulsação nessa região, onde estão as carótidas. Nelas há receptores de pulsação e pressão que, se comprimidos, podem levar a uma queda acentuada de pressão e, em casos extremos, a um colapso cardíaco. O melhor é estender os dedos sobre o pulso para medir a pulsação

2 Desconsiderar sinais do corpo: azia, palpitações, tonturas, aceleração do coração, falta de ar, dores no peito, nas costas ou na cabeça são todos indícios de que o exercício deve ser interrompido imediatamente e o médico, consultado. Muitas mortes súbitas depois dos 35 anos deram um aviso que foi ignorado pelo atleta

3 Malhar com algum tipo de virose: se estiver com gripe, por exemplo, não pratique atividades esportivas. E não é só para não piorar o quadro. A teimosia pode desencadear arritmias e, em alguns casos, levar à parada cardíaca